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terça-feira, 11 de abril de 2017

Astronauta - Assimetria




Chegamos a 3ª graphic novel do Astronauta. Aqui em Assimetria ele começa de folga/férias numa cidade do interior muito bem ilustrada pelos clássicos senhorzinho vendendo pipoca numa praça publica próximo a igrejinha da cidade. Em Magnetar - o início - também começou no interiorrr, mas Astronauta, ainda criança, conversava com seu avô... Só que essa vidinha (diminutivo sem qualquer intenção pejorativa) cansou Astro, que volta loucamente querendo zarpar novamente para o espaço.

O Homem do Espaço da Maurício de Souza Produções (MSP) saí em missão para um dos planetas do sistema solar. O objetivo dessa nova viagem seria averiguar um certo fenômeno que acarretará algum possível dano para a Terra. Assim como em (quase) todas as histórias espaciais o Universo sempre quer acabar ou prejudicar com o Planeta Azul.

Como em toda viagem do personagem ocorre um fato fora da realidade dos meros mortais. Contudo, como esta habituado com o inexplicável, Astronauta não demora muito para acostumar com a situação. Fico pensando se os roteiristas de Perdido em Marte leram as histórias em quadrinhos do Sr. Maurício.

Danilo Beyruth apresenta novos personagens neste novo volume da saga do explorador espacial das Graphic MSP. Astronauta terá uma missão até mais dificil depois que voltar para seu frágil e humilde planetinha. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos dessa fábula espacial que vejo ser a mais feliz dentro das graphic novels da MSP.

* Cores mais vibrantes. Cris Peter, de parabéns. Achei, visualmente, melhores que as anteriores.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Mulher Maravilha - Terra Um



Boa parte dos principais personagens da nona arte possuem origens variadas...  Aqui em 'MM - Ano Um', Diana, inicialmente, é apresentada como a princesa de Themyscira (ilha povoada apenas por mulheres amazonas). 

A Maravilha fica proibida por sua mãe-rainha de participar de um torneio de habilidades/força e usa uma máscara para desafiar a atual campeã. Um dos prêmios é o jato invisível; aquele que o Aquaman sempre pegava carona na Liga da Justiça Anos 70/80.

Em meio ao torneio, Diana encontra Steve Trevor (Major da Força Aérea dos EUA) desacordado no litoral da ilha porque seu avião foi abatido por nazistas. Como a presença de homens no local é proibida, a Mulher Maravilha foge com S. Trevor para a "cidade" para que ele receba tratamento para a melhora de sua saúde. Mas é claro, que uma Super Mulher, com poder de voar e carregar um jeep militar causa um desconforto nos homens do exército que se sentem intimidados por esse ser superior.

Grant Morrison - nem vou ficar explicando o quão esse cara é influente dentro do mainstream das HQs, principalmente dentro da DC Comics - fez um belo trabalho nessa história. Principalmente com relação a tecnologia e modernização de Themyscira. Outra mudança a ser destaca é que Steve Trevor deixa de ser um soldadinho caucasiano leite com pera, para ser um homem mais forte digno de ter a honra de ficar ao lado da Maravilha. Não é seu top 5, mas ainda sim é um bom entretenimento para aqueles que querem conhecer a origem da parte feminina da Trindade antes que seu filme saia (em junho/2017).


* Esse blog se conteve em falar da importância da Mulher Maravilha dentro do feminismo para evitar a fadiga dos dois (ou mais) lados dessa discussão. 


Texto Ao Som de:

terça-feira, 17 de março de 2015

Livro - Mercenário - Anatomia de um Assassino

Seguindo a série de encadernados de vilões que a Marvel/Panini estava publicando nos dois últimos anos, esta graphic novel apresenta o oponente do Demolidor e sua origem. Dois funcionários da Agência de Segurança Nacional (ASN) vão se encontrar com o Mercenário/Lester, que está preso. O objetivo da dupla é descobrir onde que o malfeitor escondeu bombas nucleares roubadas de contrabandistas. 

A dupla da ASN é formada pelo agente Scott Hoskins (o músculo) e Marcus Baldry (o cérebro). Após vários procedimentos de segurança máxima eles entram no cárcere do Mercenário. Baldry pede para que Hoskins apenas obedeça as suas ordens enquanto os dois estiverem na presença ao vilão. Marcus B. é um agente ao estilo detetive CSI: joga com a cabeça dos outros, tenta ler os sinais através das expressões e ações do interrogado. Técnicas de metagame bastante utilizadas nas mesas de poker. 

Contudo, Mercenário é um ex-agente especial da ASN. O seu treinamento e instruções táticas usadas pelos agentes já é de seu conhecimento. Logo, quando Marcus começa a perguntar sobre sua infância e o meio onde viveu, Bullseye introduz sua vida de sofrimento domiciliar dentro de um bairro barrada pesada. As respostas do Mercenário podem até gerar uma pequena dúvida se foi o ambiente - tanto familiar quanto a região onde morou - que influenciou de tal maneira para se tornar o lunático inimigo do Demolidor.

Horas de interrogatório se passam sem grandes conquistas. Scott começa a ficar nervoso e pretende buscar respostas à moda antiga. Mesmo sabendo que Lester possui grande força, habilidades marciais e nenhum resquício de piedade sobre a vida alheia, o agente pretende ir para o combate e dai em diante tudo começa a tomar um rumo previamente calculado.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Livro - Asilo Arkham


O presídio mais famoso dos quadrinhos é a locação onde acontece toda a história desta HQ. Espantalho, Coringa, Pinguim, Crocodilo e companhia estão todos encarcerados e sendo tratados na clínica-prisão psiquiátrica.

Após um descuido os criminosos de Gotham tomam o controle do Asilo e Batman é chamado para resolver a situação. Claro, porque a polícia de Gotham City só serve para arrancar dinheiro do contribuinte, né!? O Coringa, chefe da rebelião, libera todos os funcionários. Contudo, Ruth Adams (psicoterapeuta que parece não estar 100% das faculdades mentais) decide permanecer no local.

A galera do mal quer apenas o "guardião silencioso, o protetor cuidadoso, O cavaleiro das trevas". O argumento, em histórias anteriores, que o Batman é quem cria seus inimigos retorna. O Morcego, novamente, terá um conflito interno para solucionar.

Em determinado momento da rebelião Duas Caras terá o poder de decidir, através de sua moeda risada, se Batman morrerá ou ganhará a liberdade de Arkham. Não há surpresa, mas é bastante interessante os argumentos do detentor da moeda de prata.

Dave McKean ilustra genialmente, como de costume, a graphic novel. O estilo noir de Gotham é desenhado de forma mais suja, mais esfumaçada que a elegante Gotham de 1920. Um ótimo bônus nessa edição definitiva  é o roteiro original com todas as notas de Grant Morrison. E as citações tanto no início quanto no fim da história em quadrinhos são bem pertinentes.


Texto ao som de:
Danny Elfman - Batman (Theme Movie 1989)
Hans Zimmer / James Newton Howard -  The Dark Knight 
Powerglove - Batman 
Igor Gaiduk - Main Theme Batman Arkham Asylum

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Livro - Maus (História Completa) de Art Spiegelman

"Os judeus são indubitavelmente uma raça, mas eles não são humanos". Hitler, Adolf. 

A suástica na capa pode assustar os mais desavisados. Alguns podem crer se tratar de propaganda nazista; mas não. Lembrando que a suástica faz parte de diversas culturas como astecas, budistas, ... Os alemães apenas desvirtuaram o significado do símbolo.

Maus (ratos em alemão) é uma graphic novel (quadrinho de luxo) desenvolvido pelo sueco-americano Art Spiegelman. A HQ contém quase 300 páginas e é toda em preto e branco. Sua diagramação básica é composta em grande parte de pequenos e vários quadros em cada folha dando velocidade a leitura sem perder esquecer de detalhes. Muitos criticam a grosseria dos desenhos, mas o próprio autor/desenhistas não acha que seus desenhos são importantes para o entendimento da obra. E ele está completamente certo.

O livro conta a história de Vladek Spiegelman - pai do escritor: um polonês judeu que conseguiu sair vivo dos campos de concentração da SS (Schutzataffel). Vladek narra para seu rebento, através de várias entrevistas como foi absurdamente desgastante (sobre)viver sob domínio dos nazistas. 

Através dos relatos do pai, Art - que não tem uma boa relação com seu progenitor - começará a compreender porque seu pai se tornou um ser humano tão ligado a pequenas coisas. Mala, segunda esposa de Vladek, vive brigando com ele por causa desse ciúme doentio por objetos sem grande valor. Em Auschwitz (um conjunto de mais de 40 campos de concentração), Vladek não era dono de nada. Quando se viu fora do controle germânico começou o apego a qualquer objeto de posse sua.

O caráter sentimental utilizado por Spiegelman-filho não chega a ser melodramático, mas emociona qualquer pessoa que tem sangue nas veias. A separação de Anja (mãe de Art) e Vladek em campos de concentração diferentes e a luta para se unirem novamente mostra o quão amor o ser humano pode ter em momentos de extrema agonia. 

A principal característica visual e grande sacada de Maus é a antropomorfização dos animais. Art separou as nacionalidades em diversos animais que possuem natureza semelhante aos povos citados citados no livro. Os judeus são ratos: vitimas indefesas. Os alemães são gatos: inimigos dos ratos. Os americanos são cachorros: adversários naturais dos gatos. Os poloneses são porcos. Segundo o autor a escolha de porcos se deve ao fato dos americanos gostarem dos suínos retratados em seus programas televisivos. Outras nacionalidades de menor importância são antropomorfizadas durante a história em quadrinhos. Provavelmente Art foi influenciado por George Orwell (A Revolução dos Bichos) e Kafka (A Metamorfose).

Esta graphic novel é a comics definitiva para aqueles que ainda teimam em achar que a técnica dos quadrinhos é uma arte menor, vazia e infantilmente fantasiosa. Maus é um relato de parte da 2ª Guerra Mundial digno de A Lista de Schindler, Ladrões de Bicicletas, Band of Brothers, A Queda, O Menino do Pijama Listrado. ... Provavelmente Maus estará na mesma prateleira de Gen - Pés Descalços, Persépolis e Palestina. 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Livro - Piteco - Ingá

Não tenho o conhecimento teórico acerca das variações artísticas no que se refere aos quadrinhos. Contudo, tenho petulância suficiente para tentar ilustrar em palavras a qualidade excepcional da graphic novel Ingá que tem o cenário das histórias do Piteco como fundo. 

Maurício de Souza (dispensa apresentações) repassou o Piteco, personagem caçador pré-histórico, para Shiko: um multiartista que joga nas onze. Ingá é um homônino de uma cidade da Paraíba. Localidade que possui o primeiro monumento arqueológico tombado como patrimônio tupiniquim. As contracapas da revista em quadrinhos ilustram figuras rupestres semelhantes as da Pedra de Ingá real.

Piteco e sua tribo (o povo de Lem) sofrem com a seca de um rio. A trilho resolve partir e ir em busca de outro curso d'água que dê suporte para o cultivo de alimentos. Tuga, a enamorada de Piteco, é uma espécie de pajé-feiticeira de bem. Ela é raptada um dia da partida do seu povo. Homens-Tigres levaram-na acreditando na antiga crença de que ela, a feiticeira, seria a oferenda-sacrifício perfeita para acalmar a ira do chefe dos "Tigres". 

O personagem-principal, que nas histórias de Maurício de Souza preferiria lutar contra um T-Rex a ficar perto da Tuga, entra numa maratona digna de qualquer monomito (jornada do herói). Caminha grandes distâncias para encontrar sua amada. Piteco enfrentará diversos desafios quase tão desgastantes quanto a dúzia de mitos de Hércules.

Shiko teve a grande ideia de mesclar a Pré-História juntamente com o folclore nacional. Lendas e animais fantásticos se misturam a história/roteiro. Amor, aventura e mitologias foram colocados na medida exata para agradar jovens, e principalmente, os não tão jovens. 


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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Livro - Azul é a Cor Mais Quente

Clementine (que no filme homônimo se chama Adele) falece e deixa os seus diários para sua companheira Emma. Clem é uma jovem normal de 15 anos: estuda e nos intervalos fala sobre garotos com suas amigas do colégio. 

Voltando da escola, passando pelo centro da cidade ela cruza com Emma: uma garota de cabelo azul que é 8, 9 anos mais velha. 

Após um encontro com Thomas, um garoto que esta no último ano do colégio, Clem começa a ter sonhos eróticos com Emma e acha que aquilo não é normal. 

Num intervalo de aula, Clem descansa sentada nas escadas fumando um cigarro como um dia qualquer. Uma amiga sua senta ao seu lado e depois de uma conversa rápida lhe dá um beija na boca. Apenas um selinho mais demorado. Clem quer encontrar a amiga no dia seguinte, mas sua expectativa cai por terra. Envergonhada, a menina se refugia nos braços do amigo gay Valentim que lhe dá apoio. 

Meses se passam e Valentim convida Clem para uma balada. Eles se perdem na festa e Clementine acaba por entrar num bar de lésbicas. Ela senta próxima ao balcão do bar e vê Emma que lhe oferece uma bebida. A alegria de Clem dura pouco, pois logo depois chega a namorada de Emma. 

As duas se tornam amigas e Clem briga com suas "amigas" de escola por questionarem sua opção sexual ao verem-na ao lado de Emma. Vagarosamente ambas ficam mais próximas. Clementine finalmente se cansa e pressiona Emma que cede aos encantos de Clem. Emma termina seu namoro tornando a situação um paraíso até o dia que Emma dorme na casa da namorada (que não contou nada para seus pais sobre sua opção sexual). Por um descuido de Emma, Clem é expulsa de casa e vai para a casa da namorada. 

A rotina da relação, aos poucos, apaga a chama da paixão inicial de Emma e Clementine nota. Confusa, a jovem trai e é descoberta. Pela segunda vez Clem se vê expulsa de uma casa. Sozinha, ela consegue um emprego de professora e quedasse bastante depressiva e certos comprimidos tornam seu amigos inseparáveis. 

Valentim, vendo sua amiga definhando, fala com Emma para que ela se encontre com Clementine. Neste encontro Clem sofre um problema cardíaco e é encaminhada para o hospital. Acomodada e bem debilitada, Clem assusta sua mãe. Emma se sente culpada por toda a situação que viveram, mas antes do fim Clem perdoa-a por tudo. E diz que as coisas chegariam em tal ponto com ou sem as ações de Emma. 

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Recomendação: Batman - A Piada Mortal


A nova edição de Batman - A Piada Mortal lançada em 2008 e relançada ano passado esta impecável. A começar pela capa com cores mais sombrias que a edição original de 1988. "Por que o Coringa esta tirando uma foto?". A resposta esta no recheio da graphic novel. 

A clássica história em quadrinhos do Homem-Morcego tem o Batman no nível de um quase coadjuvante do lunático mais famoso de Gotham City. Após fugir pela enésima vez do Asilo Arkham, o Coringa se aloja em um parque de diversões. Um bárbaro crime é cometido com o objetivo de atrair o Batman para o local.

Os arquirrivais se encontram. Um diálogo excelente sobre o que se tornou a vida de ambos percorre poucas páginas. Contudo, o cuidado do texto, as palavras escolhidas são de um visceralidade incrível. Allan Moore GÊNIO! Coringa quer convencer o Cavaleiro das Trevas que basta um dia ruim para qualquer homem se tornar um doido. Vale ressaltar outro grande artista: Brian Bolland, que fez a espetacular capa, a arte e coloriu toda a HQ. Entretanto, o maior mérito de Bolland foi o fato dele ter convidado Morre para roteirizar a história.

O momento "*&¨%$#@!" dessa comics ocorre na página que se apresenta o nascimento do Coringa. Informação que uma pequena parcela dos jovens leitores sabem. Essa nova edição ainda nos presenteia , em suas últimas folhas, com a Batman #1 de 1940.

Preservando o direito do leitor de conhecer a história por conta própria evito a discussão sobre o final. Boa parte enxerga uma ambiguidade inexistente.

Texto criado ao som de:
Geraldo Azevedo e Elba Ramalho - Bicho de Sete Cabeças
Alanis Morissette - Crazy

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Recomendação - A Pior Banda do Mundo


"A Pior Banda do Mundo" lançada pela Devir é o primeiro volume de dois. A capa logo de cara (redundância é mato) chama atenção. A cor terra laranja juntamente com a capa dura tem uma bela imagem deixando a capa linda. 

A banda desenhada é escrita por um português. José Carlos Fernandes nessa HQ tem uma linguagem parecida com a de Luís Fernando Veríssimo. Sem grandes exaltações, um humor refinado, porem longe de ser pedante, dá o ritmo das pequenas histórias que se interligam ao longo do livro.

Um grupo de senhores, já estabilizados financeiramente, ensaiam dia após dia durante 30 anos sem fazerem um mísero show. A banda - aparentemente de jazz - tem membros tristes no sentido woodyalleniano da expressão. Um desalento no ar. Uma consternação pelo que poderia ter sido caso a banda tivesse reconhecimento, mesmo sem o devido talento para tanto. 

O autor tem o grande mérito de criar ótimas profissões. Como a pessoa que tem a função de ouvir todos os discos lançados de trás para frente com o intuito de encontrar mensagens satânicas ocultas ou um representante imobiliário de casas flutuantes

As histórias que perambulam a pior banda tem um ar de sonhos não realizados. Relações e temas absurdos se juntam com a realidade punitiva gerando um roteiro que faz o leitor pensar sobre pessoas desconhecidos que caminham em lugares rotineiros que deveríamos ver com outros olhos


* algumas expressões do português de Portugal não incomodarão o leitor que nunca leu nada da terra de Anabela de Malhadas.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Graphic Novel - Johnny Cash - Uma Biografia




O alemão  Reinhard Kleist (da HQ sobre o Elvis, já falada aqui nesse blog)  também escreveu sobre o Homem de Preto. Johnny Cash:  monumento da música americana, não só do nicho country. 

O início da HQ começa com a vida dura no interiorrr. Trabalhando nas lavouras, o pequeno Johnny aprendeu a cantar juntamente com sua família enquanto colhia sacas e sacas de algodão. Nesse período da sua vida ocorre a trágica morte do seu irmão mais velho. Após esse fato, Cash tem seu primeiro contato com o violão - seu futuro inseparável parceiro. 

Um certo tempo passa até que a HQ biográfica relate a volta de J. Cash do exército. Johnny se muda para Memphis . Ele tinha em mente ser locutor de rádio. Sua banda de amigos tinha como objetivo ser um dos artistas contratados pela Sun Records. Um dos produtores do estúdio gosta de Cash e sua carreira musical se inicia.  

Com o sucesso, veio o excesso de álcool e, posteriormente, as anfetaminas; assim como Elvis. Em meio a isso, seu novo relacionamento com June Carter - também cantora/compositora - o ajuda a vencer sua luta contra a dependência das pílulas e a se manter na linha. 

Através da fases da vida de J. Cash e por meio de suas músicas as páginas fluem facilmente. A leitura é agradável mesmo para os seres que não conhecem a obra do autor de Folsom Prison Blue. Nada mais normal do que os quadrinhos serem em preto e branco, né!? Destaque para o desenho/traço forte de Kleist.


Post feito ao som de: Johnny Cash - Solitary Man

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Graphic Novel - Casanova - Luxúria

Casanova Quinn 909 é o personagem título da história que se passa em diversos lugares não identificáveis. Várias vezes o leitor será levado para camadas e camadas de realidades como em "A Origem". O problema é que não temos totens como o peão ou um dado para saber o que é a realidade atual, passado ou futuro.

Na graphic novel duas grandes organizações se digladiam. A M.O.I.T.A, comandada por Newman Xero (alguma semelhança com Shishio Makoto)? E a I.M.P.E.R.I.O, liderada pelo Cornelius Quinn (pai de Casanova) que tem como objetivo manter a 'paz mundial' de foma não tão pacífica. 

Casa nova é uma espécie de James Bond + Mugen. Espionagem, psicodelia, lutas, intriga entre irmãos, robô-putas, e muitas outras referências explícitas estão nas páginas. Destaque para o assunto "beatles" num jantar nada familiar. 

Devido ao roteiro complicado se faz necessário uma atenção total durante a leitura da grande HQ... Talvez o autor tenha desejado isso mesmo: a confusão na nossa cabeça sempre jogando várias opões para várias situações
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* Fabio Moon, irmão do Gabriel Bá (que desenha Casanova) faz o material extra no fim da graphic novel
* Não falar de Deus e suas poucas inserções no canto da página porque nada que eu disser será tão merecedor de Deus (ironia?)

Post ao som de: 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Graphic Novel - Elvis

Reinhard Kleist é um artista especialista em organizar história em quadrinhos biográficas. Castro (Fidel) e Cash (Johnny) já foram transferidos para suas páginas. Após a desenhografia Cash, Kleist fez a de Elvis. Pouco mais de 100 páginas. 

A HQ de Elvis foi feito através de um coletivo de desenhistas. Cada um responsável por uma fase-capítulo da vida-livro. No final do livro existe um pequeno resume de todos os artistas que participaram da obra.

Não há nada de novo. Estranho seria descobrir algo de novo após 30 anos da morte do Rei. A graphic novel segue a ordem cronológica normal. Primeiro capítulo fala da infância sem luxos da família Presley, seguindo pela introdução do pequeno Elvis na música. Todos sabem que Elvis começou a se interessar pelo canto após ver um coral de uma igreja gospel, né!?

Depois, a biografia segue: 
* sua primeira audição na rádio da cidade,
* o início do sucesso,
* sua convocação para as Forças Armadas dos EUA, 
* seu retorno da guerra e
* o casamento com Priscilla. 
* a fase obesa-LasVegas

Talvez o fato mais marcante da HQ seja o contato do homem branco com voz de negro com a primeira anfetamina ingerida. Outro ponto interessante: a irresponsabilidade de Elvis com relação a sua obra e seu patrimônio. Para ele, seus fãs eram o mais importante e nada mais. 
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Você sabia que Elvis Presley era faixa preta de karatê?

Post feito ao som de: 

sábado, 13 de julho de 2013

Graphic Novel - Orquídea Negra

* Antecipadamente me desculpo por não saber descrever muito bem as coisas que leio

A's' orquidea's' negra's' são fruto de uma pesquisa realizada por um cientista que tinha como objetivo criar um híbrido de pessoa-planta para trocar o dióxido de carbono em oxigênio salvando assim a Terra da sua destruição

Logo no início da graphic novel, acontece algo não costumeiro em HQs. Fica difícil falar o que acontece sem dar spoiler. A morte de Shane (de The Walking Dead) talvez tenha como referência o que acontece  com a Orquídea Negra no começo da história.

É legal ler algumas coisas que acontecem nos bastidores do Asilo Arkham. Lex Luthor tambérm aparece na trama, mas de maneira um pouco diferente do que estamos habituados a ver nas histórias do homem de aço. Batman também faz uma pequena, mas importante participação no enredo. Outros personagens de HQs não tão famosos aparecem igualmente ao Morcego.

As ilustrações ficam por conta de Dave McKean. Destaque para o roxo bem carregado e a palheta escura usada por McKean para demonstrar a escuridão vivida em Gotham City. Muito bom a ideia de Gaiman colocar trechos de música em determinadas cenas.

Uma característica que percebi é a sentimentalização do heroi. Diferentemente do mutante clássico que supera os desafios sem demonstrar suas emoções, Orquídea revela seu lado enternecido. Depois de sua morte a Orquídea retorna para tentar responder algumas questões que são preponderantes para a sua própria vida. Algo semelhante com o que ocorre com o Wolverine, mas sem a delicadeza do X-Men mais popular.
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