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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Por que o brasil é o país do futebol?

Temos o maior número de títulos em copa do mundo? Sim. todavia, isso é suficiente para nos autoproclamarmos "o país"? Abaixo alguns poucos pontos sobre o trade futebolístico 

* Não temos a maior média de público 
"Ué!? Cadê o Brasil?". Segundo o estudo (aqui) o brasil se queda na 18ª colocação com a fantástica média de pouco mais de 12 mil testemunhas. Esse número significa 38% da ocupação dos estádios.

Ninguém aqui é inocente. Sabemos que a violência fora dos estádios gera uma demanda ainda mais reprimida. Os ingressos caros tem por objetivo elitizar o esporte, tido, do povo. A cartolagem com mentalidade paleozóica se apega no dogma de que o futebol é uma das poucas coisas que não gostamos do produto, mas continuamos a consumir. Porém, esse discursinho, a cada ano que passa, tende a não ser uma verdade absoluta.


* Não temos os melhores jogadores no campeonato nacional
Os melhores players estão na Europa, principalmente na Espanha (devido ao maior Gauchão do mundo), Inglaterra, Alemanha, Itália e França.

*  Clubes brasileiros endividados
Segundo algumas matérias veiculadas os clubes nacionais devem cerca de 4 bilhões para o governo,. Sabe o que é pior: o governo elabora várias formas para o quitamento da dívida. Timemania era só uma das opções. Agora o governo da dilma quer criar uma raspadinha. De nada adianta quitar todo o universo de dívidas se os dirigentes não forem punidos. Mas o Ministério dos Esportes nunca foi um órgão forte. De 2003 para cá tivemos: Agnelo Queiroz, Orlando Silva e, atualmente, Aldo Rebelo. Não dá para exigir muita coisa, né!? Oremos!

* Categorias de base deficitárias
Muito se fala que o país produz muitos jogadores. Realmente, mas qual o nível dessa grande quantidade de jogadores fabricados. Façamos um exercício: nos últimos 5 anos, excluindo Neymar, quem realmente é destaque no futebol mundial? Só nesse ano que criaram a Copa do brasil para a categoria junior. é muito pouco para o "país do futebol"

* A organização do evento "jogo de futebol"
No que tange ao exterior do estádio a questão problemática permanece. A violência saiu das arquibancadas e estacionou ao redor das "arenas". Fora os flanelinhas cobrando por um serviço que eles não possuem por direito. Ou você acha que um flanelinha é um super herói para barrar o roubo do seu carro? Dentro do estádio, na Copa das Confederações, houve problema nos estoques de alimentos e bebidas nos bares. Quem pagou 12 reais por um cachorro quente deveria se considerar privilegiado, pois bopa parte nem conseguiu ser roubado por tal valor. S esse tipo de obstáculo acontece no maior evento ante-Copa fifa, imagine o que acontece nos campeonatos estaduais. Nem vou comentar sobre os banheiros dentro dos estádios. Vai que o leitor está comendo enquanto lê esse texto ... 

* Torcidas organizadas ou não organizadas
Brasileiro tem a arrogância de achar que torce melhor que qualquer outro povo; que brasileiro é a melhor plateia para show de rock. Blábláblá! Uso o exemplo do show do AC/DC ao vivo em Buenos Aires. Essa baboseira de rivalidade com os argentinos é um produto criado para vender o clássico das Américas. A Argentina sempre foi nossa aliada em todas as guerras e é a nossa principal parceira econômica dentro da América do Sul. Voltando ... Os três shows, que viraram um DVD da banda australiana é a definição sobre a excelência  de um espetacular público. O mesmo vale para as torcidas do Boca Jrs, Racing, River Plate. Comparar qualquer torcida brasileira com nuestros hermanos porteños não nos dá a vitória. Dai em diante nem ouso pensar num duelo torcida Borussia Dortmund contra qualquer torcida tupiniquim.

Desnecessário falar sobre a falta de capacitação dos professores-técnicos perante ao futebol jogado na Europa, e a (falta) de qualidade da arbitragem nacional 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Recomendação - A Pior Banda do Mundo


"A Pior Banda do Mundo" lançada pela Devir é o primeiro volume de dois. A capa logo de cara (redundância é mato) chama atenção. A cor terra laranja juntamente com a capa dura tem uma bela imagem deixando a capa linda. 

A banda desenhada é escrita por um português. José Carlos Fernandes nessa HQ tem uma linguagem parecida com a de Luís Fernando Veríssimo. Sem grandes exaltações, um humor refinado, porem longe de ser pedante, dá o ritmo das pequenas histórias que se interligam ao longo do livro.

Um grupo de senhores, já estabilizados financeiramente, ensaiam dia após dia durante 30 anos sem fazerem um mísero show. A banda - aparentemente de jazz - tem membros tristes no sentido woodyalleniano da expressão. Um desalento no ar. Uma consternação pelo que poderia ter sido caso a banda tivesse reconhecimento, mesmo sem o devido talento para tanto. 

O autor tem o grande mérito de criar ótimas profissões. Como a pessoa que tem a função de ouvir todos os discos lançados de trás para frente com o intuito de encontrar mensagens satânicas ocultas ou um representante imobiliário de casas flutuantes

As histórias que perambulam a pior banda tem um ar de sonhos não realizados. Relações e temas absurdos se juntam com a realidade punitiva gerando um roteiro que faz o leitor pensar sobre pessoas desconhecidos que caminham em lugares rotineiros que deveríamos ver com outros olhos


* algumas expressões do português de Portugal não incomodarão o leitor que nunca leu nada da terra de Anabela de Malhadas.

domingo, 22 de abril de 2012

Quem foi melhor: Romário x Ronaldinho. O tempo dirá...

Os mais jovens, nascidos na década de 90 em diante, dirão que o Fenômeno foi melhor que o "Gênio da  Área". Os tiozinhos de 30 anos ou mais pendem para o lado do baixinho. 

As duas carreiras são bem parecidas. Ambos jogaram PSV Eindhoven e Barcelona. Em ambos os clubes são ídolos intocáveis. Reconheço que é difícil para um guri imaginar o quanto o Romário jogou. A favor do R9 está a mídia (com seus zilhões de vídeos e a Nike) e uma carreira ainda recente. Romário "ganhou" uma copa sozinho, Ronaldinho não.  Isso não significa nada. Zico nunca ganhou uma copa e foi melhor do que os dois. Ok, ok; eu sei que o Galinho era meia e não atacante, mas a comparação é cabível. Como diz o Juca Kfouri: "Zico não ganhou uma copa? Azar da copa do mundo". Concordo! 

Ronaldinho não sabia cabecear, mas Romário não tinha o vigor físico e as grandes arrancadas do dentuço. Quando falei que o tempo dirá quem foi melhor o fator 'pós aposentadoria' decidirá o resultado. Pois o que vemos atualmente: 
Ronaldinho virou um empresário da bola. Mais do que certo. Poucos jogadores no planeta conhecem tão bem o mundo dos negócios do futebol; com seu marketing avassalador e empresas de fachada lavando dinheiro no exterior ou por aqui mesmo em terras brasilis. Romário foi escolhido como voto de protesto pelos eleitores do Rio de Janeiro cansados dos políticos profissionais. E grande parte, inclusive eu, queimaram a língua achando que o baixinho seria só mais um Tiririca em Brasília.

Enquanto R9 se 'aliou' ao Ricardo "quase morto" Teixeira nesse projeto "vamos brincar de realizar uma copa do mundo", o pequeno marrento está, todos os dias, apontando os problemas e a bela conduta de todos os digníssimos eleitos, sejam eles deputados ou senadores. Ronaldinho, anos atrás, deu uma bela entrevista ao  fanfarrão, mas sincero, Kajuru na qual se incomodava com os diversos problemas que haviam dentro da CBF, federações e clubes. Romário ao contrário, parecia não ligar para isso durante seu tempo de jogador, todavia, agora é um importante combatente defensor do dinheiro público. Pelo menos até agora.

Daqui 30 anos não teremos dúvidas sobre a pergunta título

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OBS.: Chamo de Ronaldinho pois foi assim que ele ficou conhecido, mas a globo e aquele narrador da emissora tiveram a brilhante ideia de retirar o diminutivo com a chegada do Ronaldinho Gaúcho
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