Basta uma
curtida fora do nosso padrão para julgarmos nossa futura presa. Supomos sermos superiores. Apenas nossos gostos e opiniões valem. Daí a guria (ou garoto) clica em
curtir em algo que você ojeriza e "já era". Toda a história que você já havia romanceado na sua cabecinha começa a se pulverizar.
Todo o perfil real (e virtual) que você imaginou na pessoa vai por "lixeira" abaixo. Queremos relações com seres que gostam do que gostamos. Normal! Assim que se formam os grupos dentro da sociedade. Entendemos a frustração que é uma bela garota falando que adora os filmes do Owen Wilson. Ou aquele rapaz que ainda segue Big Brother como se fosse o novo Messias. Poderia ser pior: a(o) jovem poderia ser fã de sertanoj,
ops... sertanejo universitário.
Pensamentos e apreciações contrários costumam afastar as pessoas. Não deveria ser assim - nem na Terra, nem no mundo da Google. Humildade e compreensão deveriam fazer parte da sua vida digital. Respeite o gosto alheio se você ainda quer contato com a moça que vai na Villa Mix. Não precisamos aceitar. Ninguém precisa... Só se você quer ser um(a) dominado(a) passivo(a).
Nossa linha do tempo no
facebook ou qualquer outra rede social não é imutável. Temos o direito de "curtir" coisas que não gostamos pelo simples fato de querer saber mais sobre aquilo que não gostamos. Tenhamos a percepção de entender que não somos o que postamos. Não em 100%. Não é porque alguém tem
simpatia pelo Jair Bolsonaro que quer a volta da Ditadura Militar. Nem toda pessoa que curte
no pain, no gain gosta do
cheiro de academia. Assim por diante
Antigamente, lê-se antes da internet, tentávamos modificar nossos futuros parceiros para o agrado pessoal. Estamos fazendo a mesma coisa com o perfil
online alheio. O debate, o confronto são ótimas oportunidades para ficar próximo da pessoa almejada. Use as diferenças a seu favor. Existe a controvérsia de ideias? Demonstre inteligência, argumentos, capacidade de ouvir, seu autocontrole, ...
Texto também publicado em:
http://caiunaredeepost.wordpress.com/2014/09/08/mas-elae-curtiu-isso/
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