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domingo, 15 de setembro de 2013

Desde quando esbanjar dinheiro virou ofensa?

É muita preocupação com a conta bancária alheia, Gzuis! 

Como já falei algumas vezes: a inveja corrói o ser humano. Temos um sentimento ruim quando vemos alguém com um carrão, se divertindo, com uma bela(o) mulher/homem acompanhando. Ter dinheiro agora é algo vergonhoso diante de tanta pobreza? 

A pessoa estuda, rala para passar no vestibular, fica com a bunda quadrada durante 4, 5 ou mais anos na faculdade. Depois dessa fase começa a trabalhar no nível mais baixo de uma empresa. Aos poucos vai galgando cargos maiores. Nunca para de se qualificar: é curso atras de curso. Especializações? Várias! 

Com o tempo próprio mercado enxerga um talento e começam a valorizar tal esforço do bendito profissional. Maiores comissões, maior tempo de férias, folgas fora do planejamento. Isso tudo leva ao óbvio: casa melhor, carrão do ano, viagens constantes, roupas de grife. E você acha que o brasileiro médio enxerga todo o processo? Lógico que não! O comodismo cerebral não permite ver todo o suor do profissional ao longo dos anos para chegar num momento de tranquilidade total financeira. 

Sempre gosto de dar o exemplo do jogador Roberto Carlos. Lateral da seleção brasileira campeão de 2002. Profissional bem sucedido. Ganhou muito dinheiro e vivia/vive em carrões, como todos os grandes jogadores. Até aí normal - até o dia que ele surge com um relógio de ouro de não sei quantas dezenas de milhares de dólares. A imprensa, sempre oportunista, prejulgando o jogador, chamou ele de mascarado/esbanjador e blablabla. O cara era pobre, ralou na vida para ter o dinheiro e agora por conta de uma maioria mais pobre não pode gastar com o que sempre sonhou? 

Temos que para de nos inferiorizar quando alguém elogia nossos bens materiais: "Ah, é apenas um carrinho, ... um apartamentinho". NÃO! É um big carro, é um super apartamento. Será que novamente estou remando contra a maré ou meu pensamento não está errado?


*Esse blog se recusa a falar sobre o funk ostentação. 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Rubinho já foi vice do mundo, e você?

Nunca fui fã, mas estou longe de ser aqueles &¨%$#@ que só sabem ver os defeitos dele. O Rubinho sempre foi massacrado pela mídia não especializada desse país chamado Fifa, ops, Brasil. Sou parte dos não especialistas que sempre valorizaram o cara. Vamos a alguns números:

* 658 pontos na F1. 8º maior pontuador da história da categoria. 
* 68 pódios. 5º piloto com o maior número de pódios 
* 326 GPs. Ser humano com mais GPs de todos os tempos
* 7º piloto com mais Hat Trick (Pole position, vitória e volta mais rápida) na maior categoria do automobilismo. 

Lembremos que a competição Fórmula 1 existe desde 1950, por onde já passaram mais de 800 pilotos. Já falei várias vezes e repito: brasileiro não gosta de competir, brasileiro gosta de ganhar. R. Barrichello tem dois vice campeonatos mundiais. Quando a seleção brasileira 'conquista' o vice mundial de futebol de 1998 foi uma decepção geral. 2º melhor do planeta e os brasileiros não valorizam o feito. Quantas pessoas do seu convívio que tem 2 vice campeonatos nacionais ou até mesmo estaduais? 

A culpa da fama de lento do piloto veio, principalmente por causa das viúvas do Ayrton Senna. Depois da morte do Senna, todos colocavam a esperança no jovem Rubinho (que na época do falecimento do tri-campeão tupiniquim tinha 22 anos). Todos lembram que dois dias antes da morte do Senna, Rubens voou com sua Jordan para o muro de pneu em Ímola, né!?

Segundo: o programa humorístico Casseta e Planeta que por anos ininterruptos criticou de forma pejorativa o piloto brasileiro. Confesso que, no início, gostava das sacanagens do Pé de Chinelo. Contudo, concordamos que 10 anos fazendo a mesma piada deixam qualquer história sem humor algum.

E outro ponto crucial para a má imagem do Rubinho perante boa parte da população é o seu favorecimento ao alemão Schumacher. Parte dos torcedores-amendoim de F1 creditam o fato do Barrichello nunca ter conseguido um título na categoria devido ao contrato (que ninguém nunca teve acesso) da Ferrari com o piloto. 

Não gosto de usar o clichê "Achou ruim? Faz melhor!", mas a frase anterior cabe para quase todos os críticos ferrenhos (nas suas respectivas atividades profissionais). Meio estranho falar mal de alguém que ganhou milhões de dólares por mais de 15 anos seguidos fazendo um trabalho que mais parece diversão para 99,9% dos homens da Terra. 
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