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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

População engordando e lojas encolhendo o GG

Foto: Joe13

Alguém mais reparou que o atual tamanho GG é o G de anos atrás? Antigamente camisetas GG eram gigantes. Tanto em comprimento, quanto em largura. Vá a qualquer loja de departamento e verás que a diferença entre um peça G e uma GG não tem mais que 2, 3 centímetros de diferença. Pode parecer uma coisa simples, mas dentro das minorias os gordos(as) estão entre os que possuem menos conforto. Existem ONGs para defender diversas minorias (que nem são tão minorias), mas enfim ... Cadê grupo de apoio para a defesa dos cinturinha de ovo. Gordo não quer emagrecer. Quer respeito. 

O postulado de que "todo gordo é infeliz" é uma grande asneira. Ninguém aqui está vangloriando a obesidade e o sedentarismo. Muito facil falar para o gordo emagrecer. Geralmente quem fala assim teve uma boa educação, porém não soube aproveitá-la. A população mundial, e em especial, a brasileira está crescendo para os lados anos após ano. Os motivos são os mais diversos. Escolha um: atual modo de trabalho, compulsão alimentar, preguiça, safadeza, término de relacionamentos, ...

Será que as grandes lojas nacionais estão percentuamente ajustadas ao público alvo? Ou deixarão parte da clientela olhar as araras  e sair para comprar em outro lugar? Acho que a maioria das pessoas acima do peso não querem loja especial. Ninguém quer vestir Ambernãoseioquê (eu teria vergonha de gastar 100 reais naquelas camisetas) Todos querem ir nas lojas e adquirir roupas normais, pois convenhamos: o atual GG não é normal.  

Agora dá licença que eu vou ali comer um X-Tudo e uma coca litrão.


Texto ao som de:
Raimundos - Véio, Manco e Gordo
Joelho de Porco - Hey Gordão 
Korpiklaani - Nordic Feast
"Weird Al" Yankovic - Fat

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Impactos Socioeconômicos/Culturais do Turismo

Foto: Cristiano Oliveira
Com 11% do PIB mundial estando vinculado ao turismo e 260 milhões de pessoas empregadas nessa área, vemos que o conjunto de atividades do turismo agrega números significativos. O turismo brasileiro ainda não se destaca perante o resto do planeta, porém grande parte dos segmentos desta área estão em nosso território. O turismo gera parcos 40 bilhões de dólares para os cofres tupiniquins. Valor irrisório para o potencial existente no Brasil

As razões mais preocupantes para o país não implantar um turismo forte são a falta de disponibilidade de recursos humanos e físicos existentes para se desenvolver os setores industriais e a agrícolas. Para a otimização do fluxo turístico, é importante que haja políticas de turismo nacional/estadual. Devem ser encontradas as soluções para resolver problemas de escassez de recursos, realizando atividades diversas em certas áreas. 

Muitos países não tem mão de obra experiente que assumir a responsabilidade no estímulo e na coordenação do desenvolvimento turístico. O governo deve planejar o tipo de turismo e sua capacidade de carga turística limite (número máximo de pessoas numa localidade sem que ocorra a deterioração da zona turística) a fim de que haja um aproveitamento maior de ambas as partes. Autoridades governamentais também devem estabelecer políticas de preços equilibrando a demanda com a oferta turística. Leis locais devem ser alteradas ou criadas para promover seu fomento. E, ao mesmo tempo, preservar o patrimônio que a comunidade deseja manter. É importante que haja uma maior informação sobre o custo e o benefício do turismo para adquirirem o desenvolvimento desejado através de um planejamento adequado de acordo com as informações obtidas.

Para alguns estudiosos o turismo é uma indústria frágil e a colocam na área de "investimento de risco". O turismo é muito dependente de fatores da demanda externa normalmente encontrada nos países desenvolvidos. Para outros estudiosos o turismo pode ser explorado como uma alternativa para os mercados perdidos. Um dos pontos mais positivos do turismo é a geração de empregos, porém grande parte desses empregos exige pouca qualificação e proporciona baixa remuneração. E muitos desses empregos são sazonais. 

Outro fator importante do turismo são os gastos do turista. Isso faz com que haja um aumento na demanda de bens/serviços, o qual promove emprego e poder de compra para a população local. Mulheres e jovens que não teriam oportunidades de emprego tão rapidamente conseguiriam esses empregos através da indústria do turismo. 

Contudo, o turismo pode degradar uma zona turística. Seja destruindo gradativamente o lugar ou “leiloando” essas terras. Por exemplo, aumentando o preço da terra de uma determinada área turística, facilitaria muito o comércio desta área para os estrangeiros, pois eles, teoricamente, detêm muito mais capital que as comunidades locais. Alguma semelhança com quase todas as cidades com potencial turístico no Brasil?

Outros tópicos relevantes seriam alguns valores antropológicos e culturais de uma região que poderia se descaracterizar para agradar os turistas. Na Bahia, por exemplo, o tamanho do berimbau foi reduzido para que ele coubesse dentro do espaço reservado para bagagem dentro do avião. Em alguns lugares, roupas típicas são deformadas porque os turistas não vestem as roupas, só as querem como lembrança. Todavia, através dessa aculturação surgem várias cooperativas de mulheres que começam a ter autonomia financeira, ameaçando a hierarquia patriarcal.

Pontos como empregos e transportes podem afetar negativamente uma cidade, pois alguns empregos, como dito anteriormente, são temporários. E com isso, as pessoas não criam vínculos com a atividade turística, porque com o término da alta temporada os empregos temporários são desativados. Já no caso dos transportes, a cidade tende a ficar congestionada. Turistas e comunidade local acabam competindo pelo mesmo serviço de transporte coletivo - que já não é dos melhores na maior parte do território brasileiro. 

Quando o número de turistas ultrapassa o esperado ou o de costume, passaremos a ter um certo atrito social entre os receptores e os turistas. O crescimento da população também pode atrair negociantes indesejáveis como o tráfico de drogas, prostituição, jogos ilegais... O planejamento turístico efetivo poderia auxiliar novas destinações turísticas para que não entrem em declínio permanente. Também é importante, e necessário, rever os erros da exploração no passado, a fim de que impactos negativos sejam minimizados ou extintos. 
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