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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Lei Seca pegou mesmo? Pegou quem?

A lei pegou? Parece que sim. menos mortes, menos feridos, menos acidentes. E isso é ótimo! Qualquer redução deve ser olhada pelo lado positivo. Lembrando que quem disse que os índices caíram foram o governo. Uma fonte confiável?

Você dirige depois de uma ou duas latinhas? Não precisa responder. Apenas faça uma autoanálise. Não adianta falar: "ah, mas eu bebo perto de casa. Não dá 2 minutos de carro!". A lei não diferencia distância, tampouco o tempo que o motorista pilota sobre o efeito do álcool... Que talvez nem tenha esse "efeito" caso você seja um consumidor hardcore do líquido dourado.

O transporte público precário no período noturno aumenta as chances das pessoas dirigirem após ingestão de álcool? Sim! Cerveja e destilados não respondem juridicamente. Logo a culpa é sempre do ser humano.  Pare de culpar objetos inanimados. Com a privação de ônibus coletivo após a 00:00, a solução seria beber em casa. Todavia, sabemos que não é a mesma coisa! O aumento semestral dos impostos sobre as bebidas frias está impondo essa nova condição... Se bem que o aumento desse semestre foi adiado. 

Enquanto táxi continuar caro e ônibus for ineficiente na madrugada as pessoas continuarão bebendo/dirigindo. Não é o certo, não justifica o erro, porém as pessoas "pagam pra ver". A bondosa publicidade tentou doutrinar os consumidores etílicos com o "motorista da rodada". Esse esquema funciona na sua roda de amigos? Nunca vi isso funcionar. 

Até quando os bares/estabelecimentos comerciais esperarão as soluções do governo? Eles não deveriam criar mecanismos para que seu cliente volte para casa? Vejo poucos empresários oferecendo o serviço de carona para os distintos cidadãos ébrios. Quantos empresários estão preocupados com  a fidelização, marketing de relacionamentos, administração a longo prazo? Existem tantas possibilidades: criar uma mensalidade, dar desconto a partir de determinada consumação, realizar parcerias com taxistas... Mas é cômodo esperar a resposta de Brasília.

Outro ponto importante para são os grupos de redes sociais que divulgam blitz policiais. A polícia sabe desses grupos. Os usuários desses grupos sabem que a divulgação das operações policiais é uma atitude imprópria, mas existem defensores e acusadores de tal postura. De um lado aqueles que defendem os grupos porque o exercício da liberdade de expressão não pode ser considerado um crime. Do lado oposto os que criticam essa posição porque a divulgação das batidas policiais ajudam potenciais assassinos no volante e auxiliam os "bandidos profissionais" que certamente estão nesses grupos para se favorecerem de desvios para que seu mandado de prisão não seja realizado. 

O aumentou do número de flagrantes dos condutores etílicos se deve: a fiscalização maior ou por que as pessoas sabem que a impunidade impera e é impossível fiscalizar todos e essas pessoas acabam caindo do cavalo? Entendo perfeitamente os benefícios da lei. Contudo, existem pessoas que bebem de forma responsável e não oferecem riscos ... Mas é mais fácil colocar todos no mesmo balaio, né!? Será que os criadores de lei se basearam em Minority Report? Punir/Julgar o cidadão antes do crime acontecer. Sou a favor das pessoas serem educadas através das multas, mas apenas isso não basta! A lei deveria vir com alternativas para os bebedores que não possuem parceiras(os) abstêmias(os).


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Caiu na rede, é post! 

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

"Não tem cerveja? Então eu não vou! "


Qual o grau de importância tem o álcool em sua vida? 

Num acalorado debate recheado de loiras geladas alguém, já com sangue no CH3CH2OH, afirmou que "não vai para lugar que não tem cerveja". Todos os demais na mesa concordaram porque só saem para  lugares que vendem ou onde o consumo de bebidas alcoólicas é permitido. 

Mas é isso mesmo? Será que condicionamos nossos programas baseados em algum hábito? "Não vou pra tal lugar porque lá só tem homem" diria o 'pica das galáxias' que sai para pegar várias mulheres se isso fosse vantagem para seres normais que já passaram dos 25 anos.

É certo sair de lugares aonde não vende o líquido dourado, como igrejas e festas de criantas, de forma tão voraz em direção ao bar? Não vou entrar no mérito do termo alcoólatra. O quanto ficamos incomodados em algum lugar conversando com amigos ou desconhecidos sem estarmos com um copo em mãos? Algumas pessoas - em regra, nós homens, temos o(a) carro/casa como o centro do universo. Todavia, e aquele que não possui um carro e nem casa? O que lhe sobra após o expediente: Happy hour (termo bobo mas conhecido).

Ninguém aqui está falando mal das pessoas que não bebem - elas pilotam nossos carros após as cervejadas, porem é inegável que nos reunimos em grupos de acordo com nossos costumes. O meio nos influencia a tal ponto ou nos tornamos fracos para cairmos em tentação?

Resposta óbvia!
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