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domingo, 8 de julho de 2012

Para Roma com Amor - 12º filme do ano

Acho que nunca vi dois filmes em sequência ambientados e falados (pelo menos em partes) na língua de Caravaggio.

Tinha me esquecido como é divertido pegar fila de cinema em férias escolares (NÃO!!!). A parte boa é que após 40 minutos de espera para comprar o ingresso e adentrar a sala havia pouco mais de 10 pessoas. Não tem jeito, o nome Woody Allen assusta o 'grande' público. Sorte dos que gostam de sessões vazias. 

Assim como o penúltimo filme que vi, "Para Roma com Amor" é fortemente fragmentado em partes relacionadas as pessoas. Contudo não existe uma relação entre os personagens de histórias distintas. Hayley (Alison Pill, após uma viagem a cidade eterna se apaixona por um italiano típico. Através desse relacionamento seus pai, Jerry (W. Allen) - um récem-aposentado - vai, juntamente com sua esposa psiquiatra (e sem graça) para a cidade eterna conhecer o futuro marido da sua filha. 

Paralelamente, Leopoldo (Roberto Benigni gênio), um cidadão comum, de um dia para outro começa a ser perseguido por fotógrafos, fãs... Sem motivo, ele se transforma numa espécie de ator da novelas das 21horas. Tudo o que ele faz é notícia. Desde o acordar ao deitar-se na cama, tudo interessa para o grande público, assim como nas matérias das nossas revistas brasileiras Caras, Contigo, Quem, ...

A 3º história do filme se passa com um casal simples oriundos de alguma cidade pequena. Antonio consegue uma bela oportunidade de emprego e tira sua esposa, Milly, da vida simples do interiorrr e sem astros de TV. A espevitada Milly fica deslumbrada com a cidade grande a ponto de se perder, dando tempo para seu marido se safar de uma confusão da qual seu relacionamento sexual se beneficiará.

Por último, um outro jovem casal recebe uma atriz pseudo-intelectual (Ellen Page) que vive uma fase difícil tanto no pessoal como no profissional (Oh loco meu). Durante a estadia na casa do casal, Jack (Jesse Eisenberg) se apaixona pela visita e cria planos com a "apaixonante" atriz 

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* O melhor do filme: o dono da funerária
* O pior: Penélope Cruz mais sem graça do que nunca
* Woody Allen e Luís Fernando Veríssimo possuem o mesmo tipo de humor. Será culpa do jazz?
* "Imbecil significa a frente do seu tempo" 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Idades do Amor - 11º filme do ano

O filme é dividido em três partes. O descobrimento do amor é relatado em três fases da nossa vida: fase 'quase totalmente adulta', fase 'maturidade' e fase 'velhice'.

A cada corte entre essas fases um cupido tosco (e ainda por cima, taxista) narra determinados trechos dignos de novela mexicana. Pura água com açúcar, sem grandes emoções. o legal é que ele, cupido, enverga o arco como se fosse acertar um alvo na competição de tiro ao alvo em  Londres-2012.

Na primeira história um jovem advogado tem uma grande oportunidade profissional logo no início da sua carreira. Como todo advogado ele mente e consegue atingir seu objetivo, Porem, o local aonde ele atinge sua meta profissional o leva a errar no campo sentimental. Ou não! Não acho que o que ele fez é errado, mas isso vai dá (falta de) moral de cada um.

No meio do filme começa o segundo trecho do filme que mostra um âncora de telejornal bem sucedido sendo seduzido por uma estranha em uma festa corporativa. Após a clássica estratégia do mulheril - esbarrar sem querer na pessoa desejada - uma bela  psiquiatra se envolve com o apresentador do jornal, casado e com uma filha. Fácil prever o fim da história, não!?

Por fim, Robert de Niro, professor americano da História da arte que apos a aposentaria se muda para Roma. Na capital italiana tem como único amigo Augusto. Porteiro do prédio do exs-professor que sempre fala algo relacionado a sexo. Durante o fim do filme, a filha do porteiro (Monica - suspiros eternos Bellucci) retorna a casa do pai trazendo transtorno a todos.

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* Quem acha que o 'de Niro' aparece muito no filme vai se estrepar 
* Vergonha alheia da strip-tease do ator que um dia fez o Vito Corleone
* Filme em italiano parece que deixa tudo mais dramático

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Música Segundo Tom Jobim - 3º filme do ano

Meio complicado falar sobre um filme que não existem diálogos, mas quando vemos um filme mudo nos encantamos da mesma forma... ou deveríamos.

Durante quase 90 minutos o que vemos - ou melhor - ouvimos em A Música Segundo Tom Jobim é uma enxurrada de poesias em forma de canto. Sempre gostei mais do Baden Powell do que da dupla famosinha de Ipanema, mas é impossível não se sensibilizar com as mais variadas interpretações das músicas do Maestro Jobim. 

Algumas merecem destaque. Como a jovem moça que canta num programa vietnamita (ao menos é o que parece). Um lance meio novela mexicana (muitas luzes, cabelos e vestidos espalhafatosos) somados a pessoas de cútis morena e de olhos rasgados. Outro grande momento é quando Sammy Davis Jr. faz um beatbox com uma das músicas de Tom Jobim. Fica aqui o meu respeito ao pessoal que conseguiu garimpar verdadeiros achados que tento encontrar, agora, no youtube. 

Muito bom o fato do diretor não terem colocados os nomes dos cantantes internacionais durante as apresentações. Se assim fosse, daria um ar de matéria jornalística de jornal global que passa na madrugada ou de vídeo clip mesmo, puro e simples. Isso força o público (aqueles que já saem quando a primeira linha dos créditos sobe) a procurarem depois aquela versão alternativa de um dos clássicos do A.C. Jobim.
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* Ainda bem que não caíram na fórmula fácil de sempre associá-lo ao Poetinha
* Tom Jobim foi mais rockstar que muito branquinho do século XXI
* Primeira vez que vejo todos na sala lendo todos os créditos pós-filme
* Dica: veja o show da OSESP - Jobim Sinfônico 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

J. Edgar - 2º filme do ano

O filme conta a história do homem que mudou a cara do processo investigativo nos Estados Unidos. Durante toda a sessão o personagem-título relata suas histórias vividas dentro do bureau nos seus 37 anos de carteira assinada.

Confesso que já estou vacinado com o tipo de sentimento destilado pelos filmes do Clint Eastwod, mas como sempre ele surpreende. Não que o filme seja um coletivo de fatos inimagináveis, mas algumas pérolas vão surgindo a medida que J. Edgar expõe a sua vida para seus datilógrafos. 

Honesto, sem vida social, sem mulheres e filhos são boas características para alguém que almeja o topo do plano de cargos e salários do FBI. Após várias entrevistas, J. Edgar, já diretor da entidade, encontra seu braço direito (Clyde Tolson) dentro do grupo especial de investigação e também fora dele. C. Eastwood resolveu dar folga para Morgan Freeman e colocou o Armie Hammer para fazer o papel de consciência do personagem principal.

A película chega a dar um pouco de sono no meio da película. Alguns fatos históricos fazem algumas conexões com outras partes do filme. O que surpreende é que no fim das contas o que todos esperam que aconteça; não acontece, ou ocorre pelas vias secundárias - ou ainda, ocorre de maneira pouco romântica.

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- Shirley Temple --> Sílvio Santos --> Maísa
- Leonardo DiCaprio me convencendo cada vez mais que pode ser um grande ator
- Clint E. pisa na bola ao cair no 'mais do mesmo' colocando aquela caricatura de alemão como 'vilão'
- A parte que J. Edgar se faz de cross-dresser (wanna be Laerte) é a melhor
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