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sábado, 29 de novembro de 2014

Taylor Swift, Diplo e o Machismo de Sempre



Estou longe de ser um defensor do feminismo, mas também não dá para tolerar algumas asneiras que meus olhos leem. Cadê um cientista para criar um mecanismo para 'deslermos' algumas porcarias? A declaração infeliz do Diplo, um DJ estadunidense foi a seguinte: Alguém deveria um financiamento coletivo para conseguir uma bunda para Taylor Swift.

Vamos lá. Qual a necessidade da declaração? É engraçada? Mais ou menos... Bem para menos para o meu gosto. Por que a ausência de glúteos avantajados da queridinha dos EUA incomoda tanto? Será que só artistas com corpos curvilíneos podem fazer sucesso? 

Talvez, com certeza, o produtor DJ de Hip Hop esteja tão acostumado a viver num mundo onde as mulheres se matam para ter corpões para agradar a sociedade, a mídia e a outros homens que esquecem de respeitar as diferenças. Na verdade, diferente é quem não tem um belo corpo. Basta andar em qualquer cidade do mundo. A exceção é quem tem bunda grande, perna grossa e corpo definido. 

Alguma semelhança com nossa terra brasilis? Permaneça cinco minutos em frente a televisão assistindo algum canal nacional no domingo e verás que, lá como cá, existe uma certa obrigação em sermos esteticamente idênticos. A ignorância não é exclusividade nossa. Ou você nunca viu alguém criticando uma das dançarinas do Faustão falando que ela não estava de acordo com o "padrão" das outras colegas de trabalho? 

Estou velho para isso! Essa ditadura da beleza/malhação já passou dos limites. Claro que ninguém aqui quer uma sociedade ainda mais obesa e sedentária. Em regra, as pontas da extremidade da corda são bem semelhantes. 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Todo dia nasce uma polêmica fabricada

Maquiavel disse em "O Príncipe": certos fins justificam certos meios. E visualizamos diariamente nas redes sociais certos fins que possuem meios, no mínimo, questionáveis.

Todo dia surge um assunto bombástico na internet, seja facebook, twitter, foto no instagram ... O assunto se torna polêmica porque, como já disse algumas muitas vezes, os meios de comunicação tem que vender mais e mais. O que vende é notícia ruim e declaração que vai de encontro com a opinião pública. E não a nada de errado nisso! Eles estão apenas jogando com as regras do jogo. A culpa não é da imprensa/órgãos de comunicação em geral.  O erro é seu, leitor - que alimenta esse monstro clicando nas notícias mais lidas que todos nós sabemos o grau de instrução delas.

Claro que ninguém quer ser um erudito em 100% do tempo. Lógico que existam exceções, mas falemos da maioria. É temerária uma sociedade que perde tempo com declarações como essa do Luciano Huck: "Quero que existam pessoas que não gostem de mim". Claro que ele sabe que existem milhares, MILHÕES  de pessoas que não gostam dele. Mas ele profere tal frase para causar e a massa fisga o anzol. Empresas associadas ao nome dele agradecem. 

Outros assuntos que deram o que falar e que não deveriam ter tanta repercussão: a alfabetização do Tiririca, a falsa rivalidade Brasil x Argentina, o término do namoro de artistas globais, o consumo de maconha de algum artista, a Playboy da Nanda Costa, piadinha de humorista de stand- up,...

O mesmo vale para opinião de anônimos que são compartilhadas a rodo pelas redes sociais. O maquiavelismo do pensamento atual de uma boa parte da sociedade está sem limites tanto quanto a zoeira. Não se pode elogiar nada sem que o outro lado venha com pedras, e não com argumentos. A polêmica, forjada ou não, alcança tal status em consequência de alguns fatores: ignorância, preguiça de pensar como o outro lado, patifaria de invejosos, ausência de tolerância perante as observações de terceiros, ... 


Texto também postado no Diversidade Convergente

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