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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Recomendação: O Manifesto do Nada na Terra do Nunca

"A natureza não elege vulneráveis".
                                                Lobão

Título bastante propício para exemplificar o latifúndio que se tornou essa terra de Pindorama. O ótimo prólogo empieza falando sobre o que poderíamos ser se não fossemos tão preguiçosos. Contentamos com resultados medíocres em todas as áreas. Segue abaixo um pequeno trecho desse prólogo.

"Frouxos, acometidos por síndrome de dignidade intelectual. Espalhando o evangelho da Mediocridade para milhões de populares e estudantes semi-analfabetos com o beneplácito da imprensa oficial."

Interessante o ponto que o Lobão cita que seus amigos de início de 2º grau mudaram repentinamente o gosto musical e aderiram ao Che/Fidel. Qualquer semelhança com os atuais universitários de esquerda fantasiados com camisa vermelha com estrela no centro é mera coincidência?

O ataque a mpb tem lá suas razões, mesmo não concordando plenamente. Todavia, num ponto concordo 100%. Essa canonização do Chico Buarque mesmo ele estando ainda vivo é um absurdo. Até parece que o cara não erra. Imprensa e público estão cegos pelo que ele já fez para a cena cultural nacional.

Esclarecedor o motivo pelo qual Lobão saiu da "A Liga". Confesso que a história da viagem ao garimpo legalizado no interior do Amazonas é cansativa. Contudo, é o relato do interior do Brasil de quem viveu na pele todas as intempéries existentes nesses lugares

O Caso Lollapalooza é o exemplo de vira-lata que as bandas nacionais se tornaram. Claro que não estou falando no ambiente underground onde as brodagens ainda fazem as pedras rolarem para não criarem limo. Não precisamos ser o dog de desfile, mas que sejamos, ao menos, um cachorro com um pouco mais de culhões. A classe artística é totalmente desunida com medo de retaliações. E o pior é que são artistas de várias décadas que ainda se sujeitam as tal situação constrangedora para quem esta de fora. 

A crítica sobre a semana de 1922 talvez seja mais ferrenha do que a 'agressão' ao PT lula-lá. O brasil sofre(u) com o ufanismo exagerado. Será que realmente deveríamos nos atentar para nós mesmos e esquecermos todas as influências européias para criarmos algo genuinamente nosso?

A melhor boa sacada do Lobão foi a de escrever uma carta para Oswald de Andrade para nos deixa mais próximos de ambos. Reduzindo o obstáculo natural do brasileiro que é não entender sua própria história.

O livro do Lobão é o dedo na ferida que se chama "ditadura da alegria" com seu carnaval e micaretas pipocando por todo o território nacional. É o logo do SBT na final da Copa João Havelange. Direitas curtiram o livro e esquerdistas queimaram o livro em praça pública. Cabe ao leitor ter o senso crítico necessário para absorver o que de melhor há no livro.

Texto ao som de:

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Lobão: Ame-o ou Deixe-o?

Antes de começar ... 
Não! Eu não li o último livro do Lobão. 

A clássica frase do tempo da ditadura militar ilustra bem o que a grande maioria pensa sobre o "ex baterista da Blitz". Afinal: Lobão é um gênio ou um babaca? Nenhum a coisa, nem outro

Alguns pensam que ele é apenas um oportunista. Sabe aquele político que vota contra o próprio aumento de salário sabendo que perderá a votação!? Então boa parte pensa assim do Lobão. É o cara que não vai mudar nada, mas gosta de jogar pra galera, como diriam os comentaristas futebolísticos. Nem vou citar o que esse grupo acha de rockeiro drogado com ficha criminal e, atualmente tido como, reaça.

Do outro lado da balança esta o grupo que diz Lobão é meu pastor e nada me faltará. A turma que adora compartilhar toda e qualquer ideia de João Luiz Woerdenberg Filho. Sua posição sobre o Ministério da Cultura, o PT, a classe artística e a paumolescência  da sociedade brasileira, em especial a classe média, é o grito daqueles que dizem ter senso crítico suficiente para não caírem nas lorotas propagadas pela rede globo. 

Esse maniqueísmo é de uma imbecilidade axezistica. O estigmatizado brasileiro médio não consegue enxergar, ou finge que não vê a área cinzenta entre o preto e o branco. Claro que o Lobão é um marketeiro de marca maior, assim como Jorge Kajuru, seu semelhante na imprensa esportiva. As ideias de uma pessoa, certas ou não, devem vir antes da pessoa, para que essa mesma pessoa não influencia na opinião do ouvinte. Confuso não!?

O mérito do Lobão é colocar o dedo na ferida. Mas ele não tem solução para os problemas.  E quem tem? Galera da internet deveria parar de achar que o detentor de um perfil com milhares de seguidores escreve tem opinião imutável. 


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