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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O natal é bom para quem?

Família reunida, mesa farta (graças as prestações do cartão de crédito), presentes populares. Os primos meninos correm por toda a casa, já as meninas se quedam comportadas num quarto qualquer assistindo tv e falando da bagunça daqueles que serão seus primeiros beijinhos e ou algo a mais.

"Oh quanta alegria!". Hipocrisia do &¨%$#@! ... Cada dona de casa sozinha fará seu pratinho familiar e deixará na mesa para comparar com o prato da outra. "Nossa, essa mulher não sabe fazer um peru menos seco?"

Os patriarcas se encostam num canto dos fundos da casa, sentados numa mesa encardida com várias garrafas vazias. A postura Hommer Simpsons deles não muda nem no natal. E nem deveria. Por que mudar em apenas um único dia do ano? De que adianta ser (ou fingir ser) uma boa pessoa só no dia que, teoricamente, o 'filho do Homem' nasceu? Um dia contra 364 não faz muita diferença, hein!?

Muito mais sinceras são as pessoas que ignoram a falsa caridade e boas virtudes que a data nos obriga a fazer. Atualmente, a família (que não é restart) se reúne em apenas dois momentos: datas especiais ou morte.

Que beleza!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Toda família tem a grande idéia de fazer brincadeiras sem graça com o namorado novo de algum parente - geralmente de algum(a) adolescente. Queria saber quem inventou essa babaquice? É legal deixar alguém constrangido perante uma prole de desconhecidos? Acho que não!

Uns vão falar: “Ahhh, é só pra interagir com o novo membro da família”. Bela forma de se iniciar uma convivência. Precisa ser dessa forma? O que houve com o “olá, prazer, me chamo fulano de tal, sente-se conosco. Quer alguma coisa para comer/beber?”

Não sei se é a idade ou se é a postura ranzinza mas determinadas brincadeiras perdem a graça com o tempo. Anos e anos re-vendo o mesmo tipo de piadinha e zoações perdem o conteúdo humorístico. E o pior é que se você não entra na onda é taxado de chato, esquisito e/ou outro termo não muito agradável.

Pensando bem: é melhor ser o esquisito/anti-social do que ser um bobo alegre afim de ser legal com todos fazendo brincadeiras de gosto duvidoso.
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